Evento Especial
11 de setembro de 2003
BOOKCROSSING EM SÃO PAULO |
Livros para todos
O Literaturaonline registrou, no dia 11 de setembro, algumas das iniciativas
de “bookcrossing”, ou troca de livros, incentivada no Brasil e no mundo
por meio da internet ...
“Bookcrossing” é o ato de democratizar a leitura por meio de seu objeto mais importante: o livro. Funciona assim: uma pessoa deixa um livro em algum local público (praças, metrôs, museus, restaurantes, cafés e outros), com uma etiqueta ou dedicatória que indique que aquele é um livro gratuito, que pode ser levado por qualquer pessoa para ser lido. Depois, quem pegou o livro também passa a fazer parte da corrente, deixando o mesmo ou outro livro em algum local público, para que outra pessoa seja presenteada.
O dia 11 de setembro de 2003 foi escolhido para “oficialmente” dar o pontapé inicial desta prática no Brasil – já existem “bookcrossers” brasileiros, o que se pode conferir no site www.bookcrossing.com.
Literaturaonline convidou e registrou a participação de cinco personalidades notáveis e de notória dedicação aos livros para, em lugares escolhidos por eles, e deixarem livros de
sua escolha, com dedicatórias, para transeuntes desconhecidos.
José Mindlin, Tatiana Belinky, Marcelino Freire, Sergio Dávila, Juca Varella
e Mary Lou Paris aceitaram nosso convite e foram fotografados espalhando
livros pela cidade de São Paulo. Nas fotos os gestos simples, porém de
grande atitude.
Optamos por não acompanhar o desenrolar dessa história (saber quem pegou os livros) para manter a espontaneidade e reforçar a atitude de doar para o planeta. Acreditamos que essa contribuição pode – e deve – ser feita por qualquer um, para qualquer um, e que toda pessoa pode e tem o direito de se apropriar de um livro abandonado com essa finalidade, como se fosse um presente.
Mas a mobilização não deve se resumir apenas ao 11 de setembro. Trocar
livros deve, a partir de agora, fazer parte da vida dos brasileiros que
amam a literatura e o livro, e acreditam que é só a partir da democratização
deste objeto (e de seu conteúdo) que o Brasil pode ser melhor. |
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Texto: Renata Albuquerque
Reportagem e Fotos: Homero Sergio |
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| José Mindlim doou o livro RASM, Revista Anual do Terceiro Salão de Maio,
de 1939, que inclui o manifesto de Flávio de Carvalho |
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| Na dedicatória, ele escreveu: "Espero que alguém que encontre este
livro, goste dele, e também deixe um livro em algum lugar para outra pessoa
encontrar" |
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José Mindlim deixa o livro no canteiro do prédio
na região dos Jardins às 13hs |
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| A escritora Tatiana Belinky, 84 anos, doou o livro Combati o Bom Combate,
de Ary Quintella |
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| Ela escreveu: "Para o 'encontrador' ou 'encontradora' deste bom livro,
de um bom autor, com meu voto de boa leitura e o meu abraço." |
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| Tatiana Belinky doa o livro durante a feira Saber 2003, onde deu uma palestra
sobre leitura. |
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| Os jornalistas Juca Varella e Sergio Dávila participaram do evento a convite
do literaturaonline e deixam um exemplar do livro Diário de Bagdá, num
banco da praça Vilaboim, na manhã do dia 11 de setembro. Fotos: Juca Varella. |
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| "ADOTE ESTE LIVRO - Que este 11 de setembro seja lembrado como o dia
da doação, da troca de energia e da generosidade. Lendo sobre a guerra,
divulgue a paz!" |
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| Sergio Dávila deixou também um exemplar do livro Nova York |
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| O escritor pernambucano Marcelino Freire escolheu o orelhão em frente a
FNAC Pinheiros, às 14hs para doar um livro |
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| "Aí está. É seu. Um livro de um dos melhores escritores desse país,
para você sim. Pode levar o Jamil para casa. E o meu abraço também, invisível." |
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| Marcelino deixou no orelhão o livro Como Tornar-se Invisível em Curitiba,
de Jamil Snege |
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| Mary Lou Paris, diretora da Editora Terceiro Nome doa o livro Allegro,
de Fernando Portela |
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| "De agora em diante, que o 11 de setembro seja, no mundo inteiro,
um dia de riso, de amor, de bom humor e de alegria. Porisso deixo para
você, leitor(a) desconhecido(a) um livro-símbolo do bom humor que este
Allegro que acaba de ser lançado. Boa Leitura, muitas allegrias" |
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| Mary Lou Paris deixa o livro num banco da praça no alto da Boa Vista. |
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Homero Sergio de Moura é Jornalista, Editor, Repórter Fotográfico. Trabalhou na Folha de São Paulo,
O Globo do Rio de Janeiro, Revista Isto É e Diário Popular. Free-lancer: atualmente atua junto às assessorias de
imprensa, editoras e Organizações do Terceiro Setor. e-mail: homero.sergio@terra.com.br
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Renata de Albuquerque
é jornalista formada pela Faculdade de Comunicação Cásper
Líbero e atua como free lancer em publicações da área cultural. Trabalha
com literatura desde 2000. Além de escrever no site Literatura on Line, colabora
com outros veículos, como a revista CULT e o site Capitu. Foi jornalista
responsável pela revista Insight (sobre psicanálise) e editora-assistente da
revista Seasons (para mulheres maduras). e-mail: realbuquerque@uol.com.br
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